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Oi?

Falta de assunto não é - mais certo que seja falta de vontade, nem sei mais! E que importa, afinal? Lendo Anne Frank e pensando em como tudo pode ser extremamente irrevelante - inclusive eu mesma... Oi? Refiro-me às lamentações e mazelas cotidianas, à falta de criatividade e iniciativa! Por isso a ausência, somada  à mudança de rotina, cenário, endereço, condição... Mas isso é um outro post, ok? Volto depois...

Partida

Fique mais um pouco, não vá agora! Ainda não te contei tudo. Aquelas verdades absolutas, irrefutáveis. Não te contei mesmo, nada. Além de tudo que você já sabe... Daquilo que você nega. Feche os olhos, tape os ouvidos. Não adiantará. Está bem aqui - dentro. E sempre estará. Cá estava, antes ainda de sua chegada. E quando você se for, permanecerá. Boa viagem.

?

Então tudo se resumiu a uma eterna e morna interrogação.

Dos afetos

Ainda hoje, um casal de adolescentes na porta da escola fez-me recordar de tempos idos, vividos... Tempos em que os abraços eram apertados - corríamos mesmo aos nosso(s) encontro(s)! Os beijos? Longos, demorados, ansiados, apaixonados. As mãos não se soltavam, se possível fosse andaríamos até mais que abraçados! (mas era impossível caminharmos assim, então nos resignávamos...) Se as mãos suavam por tanto calor - nosso? -, cada um doava um dedo para nosso gancho, pseudoelo do nosso afeto... Lembro-me também que considerávamos absurdo, quiçá hereges, os casais que mal se tocavam... e prometiamo-nos nunca fazê-lo - ou sê-los! E agora, que é que temos? Frieza: cada qual por sua vez e de sua parte... Nada de abraços, beijos, toques - as manifestações de nossos afetos foram segregadas ao escuro do quarto, ao silêncio das paredes... Por que? Quando foi que nos perdemos assim do nosso calor?

Noturno

A lua. Nua. Minha. Tua. No murinho. Lembra-te?

No meio do caminho

A urgência por um poeminha que seja. Escrever. Meus olhos agora marejam com facilidade e quase, quase, o pranto explode! Vejo-te, penso-te. Nas pessoas na rua. Nas músicas no rádio. Nas palavras à minha volta. No tudo que me cerca... Quando o presente?

Agora

Vestiu seu melhor sorriso e saiu. Pisou na poça e molhou o olhar. Ignorou isso e seguiu. O salto da autoestima agarrou na calçada. Continuou descalça. Alcançou-o, afinal. Era tarde. O tempo passara, o amor acabara. Morrera de véspera. Ninguém a avisou. Correu até o parque. Gritou. Os passarinhos voaram em debandada, assustados. As pessoas não ouviram. Calçou a cara e foi embora. De volta. Pra fora, agora. Já era hora.