Dos afetos
Ainda hoje, um casal de adolescentes na porta da escola fez-me recordar de tempos idos, vividos...
Tempos em que os abraços eram apertados - corríamos mesmo aos nosso(s) encontro(s)!
Os beijos? Longos, demorados, ansiados, apaixonados.
As mãos não se soltavam, se possível fosse andaríamos até mais que abraçados! (mas era impossível caminharmos assim, então nos resignávamos...)
Se as mãos suavam por tanto calor - nosso? -, cada um doava um dedo para nosso gancho, pseudoelo do nosso afeto...
Lembro-me também que considerávamos absurdo, quiçá hereges, os casais que mal se tocavam... e prometiamo-nos nunca fazê-lo - ou sê-los!
E agora, que é que temos?
Frieza: cada qual por sua vez e de sua parte...
Nada de abraços, beijos, toques - as manifestações de nossos afetos foram segregadas ao escuro do quarto, ao silêncio das paredes...
Por que?
Quando foi que nos perdemos assim do nosso calor?
Tempos em que os abraços eram apertados - corríamos mesmo aos nosso(s) encontro(s)!
Os beijos? Longos, demorados, ansiados, apaixonados.
As mãos não se soltavam, se possível fosse andaríamos até mais que abraçados! (mas era impossível caminharmos assim, então nos resignávamos...)
Se as mãos suavam por tanto calor - nosso? -, cada um doava um dedo para nosso gancho, pseudoelo do nosso afeto...
Lembro-me também que considerávamos absurdo, quiçá hereges, os casais que mal se tocavam... e prometiamo-nos nunca fazê-lo - ou sê-los!
E agora, que é que temos?
Frieza: cada qual por sua vez e de sua parte...
Nada de abraços, beijos, toques - as manifestações de nossos afetos foram segregadas ao escuro do quarto, ao silêncio das paredes...
Por que?
Quando foi que nos perdemos assim do nosso calor?
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