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Jogo de palavras

Março, abril e maio. Em branco. Tento pensar por que. Junto ou separado. Com ou sem acento. Porque sim. O porquê some. Abstrai-se, sem no entanto nos trair. A nós mesmos e nós outros. Preenche o vazio. Esvazia os espaços. “Por que é coisa de criança”. Criemo-nos. Porque somos.

Profissão de fé

Coçou os olhos mais uma vez – ultimamente eles andavam assim, cheios de ciscos e cilhos: incomodantes. Pensou outra vez que precisava ir ao oftalmologista tão logo possível, para ver se a dupla Hipermetropia/Astigmatismo estava avançando ou tinha dado uma trégua. Tudo levava a crer que ela caminhava, a dupla, já que os óculos eram cada vez mais indispensáveis. Limpou meticulosamente as lentes, como fazia sempre que tirava a armação da caixinha. Orgulhava-se do cuidado com que vinha trazendo esta última armação: dois anos e nenhum arranhão! Ao colocá-la no rosto percebeu que ‘sobressaía’ em sua visão e novo pensamento ocorreu-lhe: “preciso trocar estes óculos, e logo!” Já vinha percebendo que aquele design estava lhe viciando, pois vez ou outra olhava por baixo ou por cima dos óculos, num cacoete típico. “Mas essas armações maiores estão ‘modinha’ de adolescente... preciso procurar uma que seja atemporal...”, divagava, enquanto digitava o texto. Há quanto tempo não o fazia? Sentiu uma f...

Gritos e sussurros mentais

Eu não devia pensar, ou mesmo sentir. Mas, como ainda não consegui superar, não falo – eu escrevo. Não é, no final, a mesma coisa? Porque a ‘palavra lançada não volta atrás’, segundo o provérbio chinês. Que dizer então da palavra escrita, que fica registrada? Tanto pior, eu diria. Ruim, mesmo, é sentir isso aqui e agora. Aí a mente divaga ao extremo: volto à adolescência e pergunto-me: “Posso dar um grito?”!

Asnos e afins

Preciso escrever. Urgentemente. O que? Ainda não sei. Tive uma ideia que fugiu corrida tão logo quis agarrá-la, sem muita convicção – admito. Mas asneiras vêm rondando este (ou esse, neste momento) ambiente e já tenho o mote para escrever, afinal... O que pretendo com tais observações? Gastar o tempo, pura e simplesmente. Porque me fartam as asneiras alheias e minha própria inutilidade. Então falemos de nada para preencher esse vazio de tudo! Poesia à parte, lembro-me agora das coisas que me são importantes e das quais em afastei. Escrever - ainda que tantas asneiras! Então voltemos a elas: as qualidades do asno... Para os desconhecedores e de acordo com a central de todas as informações do momento (ela, a internet, aqui sob codinome Wikipédia), “O asno ou burro, também chamado jegue, jerico, asno-doméstico é um mamífero perissodáctilo de tamanho médio, focinho e orelhas compridas, utilizado desde tempos pré-históricos como animal de carga”. Pronto, explicado está. Aí se levanta ...

Coisas

Não sou fã de Danni Carlos – que me perdoem os que são. Mas “Coisas que eu sei” inspirou-me agora para este subterfúgio da minha realidade. Não propriamente sobre as coisas que sei, mas sobre as coisas que eu iria fazer, porque, simplesmente, não as faço. Os jornais e revistas que carrego na intenção de ler - e não leio. No tudo que eu poderia já ter feito e não fiz. Como a ideia que me veio agora e já escapuliu. Das coisas que eu escreveria. Agora sono e preguiça e a tal da cefaleia se aproximando... Vou ali e “volto já”.

Correria

Toda a agitação do mundo moderno, das pessoas frenéticas, ensandecidas para agarrar este que é tão fugaz e inexorável: o tempo. Assombram-se com a possível placidez alheia: “como consegue?” A velocidade me apaixonava, quando criança e jovem, e mesmo hoje ainda me fascina. Mas como esporte, não como modelo de vida. Não quero toda esta ansiedade e impaciência, toda essa intolerância e pressa de chegar a lugar nenhum. O destino é um só e muitas vezes o alcançamos sem nem mesmo sair do lugar – fisicamente. Corramos para nós mesmos, o quanto antes, para nos sabermos e compreendermos! ;)

Do Luiz

Eu copiei  a imagem, na vã ilusão que conseguiria aqui colá-la. Em vão. Leiga que sou nas imagens, contento-me e agora me condiciono a reescrever seu conteúdo: "Uma hora ou outra o destino se ajeita, as coisas se acertam, o passado é esquecido, as dores cicatrizam. Quem tem que ficar fica, o que é verdadeiro permanece, e o que não é some. Não tenha pressa, não guarde mágoas, não queira pouco...Sempre queira o melhor. Espere na sua. Aprenda a ser paciente. Aprenda a ouvir uma boa música quando a tristeza bater. Aprenda a ignorar o que te faz mal. Aprenda, sobretudo a ter fé. Fé de que, por mais difícil que seja, o universo sempre irá conspirar a seu favor." Luiz Moreno Não sei onde li, não sei onde vi. Só sei que sorri e cri.