Caminhar é preciso

Não choveu. Ameaçou, ventou, mas água mesmo que é bom, nada! Desaguei eu. Há três semanas tenho resistido bravamente a isso. Há alguns dias o apelo vem se intensificando. Talvez com a próximidade do retorno. Ou não. Enfim, o fato é que não consegui mais segurar. Me segurar.

Minha cabeça lateja agora. Efeito colateral largamente conhecido. Sejamos práticos: vou tomar um analgésico, agora que o mal já está feito. Pelo menos é remediável. Não podia dar em outra coisa: tudo indicava que o desfecho seria esse. Ainda assim, lá fui eu, procurar evidências do meu fracasso.

Pensando melhor, em que nível se dá esse fracasso? Provavelmente mais no nível em que me julgava melhor colocada. Já me explico. Menos que incompetente em relacionamentos (aliás, isto está se tornando patente, patológico até...), o que salta aos olhos aqui não é esta minha falta de habilidade. Mais que isso, está claro que não superei. Nada. Ainda.

Sinais claros de masoquismo. Tendência forte para me vitimizar e autoflagelar. Volto ao círculo (ou ciclo? nunca sei...) vicioso de anos atrás... Já sei onde isso vai dar e definitivamente este não é mais meu destino. As escolhas foram feitas há anos e as assumi. Pelo menos é o que venho tentando fazer.

Doa a quem doer, no caso a mim mesma, é isso. Vou sofrer, chorar até. Mas não vou morrer. Não agora. Há muito o que fazer antes disso. Sigo. Em frente.

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