Carpinejando e carpindo? Sorrindo...
Numa noite de terça-feira como qualquer outra, depois ver a ainda diva Catherine Deneuve na telona, resolvi prolongar o bom humor (pós amor) e dar uma esticada até o Palácio das Artes. Embora as atrações fossem tantas - exposições, declamações de poesia, concerto de filarmônica, cinema -, o objeto de meu interesse quase que se escondia por trás dos jardins na Sala Juvenal Dias. Seria intencional? Impossível saber ou responder, mesmo agora. Quem, como, onde, quando, por que? Meu interesse perpassava e ultrapassava o jornalismo... Fabrício Carpinejar é seu nome. Figurinha muito in: incomum, indescritível, indizível, inenarrável, que despertou minha curiosidade e conquistou para sempre minha admiração. Porque simpático ele não é. É lindo. Do avesso. Borralheiro? Qual nada! Mais Cinderelo, entretanto, impossível. Sentia-me parte daquele seleto (mas que elitismo foi esse? argh!) grupo de amantes da cultura, da literatura, da comunicação de fato e de direito, afinal. Quisera estar a trabalho, como alguns "colegas" que encontro e vejo (lá vou eu de novo, deixando-me impregnar!)... No fundo alegro-me, muito mais que me resigno, por poder fazer minha breve cobertura na forma de relato de uma fã. Há muito, nesta mesma sala, pude perceber-me também uma, ainda que incipiciente: escrivinhadora. Presunção? Convicção, coração, paixão, antes e depois de tudo. Olho à minha volta (e agora, craseio? já foi...) e reconheço alguns conhecidos, numa plateia heterogênea, eclética. Carpinejante, quase a carpir, muito a sorrir! Ele chegou. Calo-me, em pensamento. Quero fruir e usufruir. Tudo! Ou não. Faço minha singela intervenção, sem grandes proporções: "eu me experimento". Eu também.
Carpinejando:
"Ela cheira meu ouvido: para descobrir o cheiro do meu pensamento..."
"A maior parte das brigas acontece porque estamos carentes."
"Para falar precisamos de contexto..."
"O amor surge do constrangimento!" (lindo)
"Se tu gostas de alguém, deve sequestrá-lo!" (vou pensar a respeito)
"Eu tive essa infância abastecida de abandono."
"Eu trago as pessoas pro meu avesso."
"Não tem como se defender da voz."
"Eu gosto de provocar o texto: será que vou conseguir terminar?"
"Num diálogo verdadeiro, os dois mentem."
"A única pessoa capaz de te ensinar o óbvio: quem te ama."
"Literatura e amor não se convence."
"Um relacionamento ruim é baseado no 'felizes para sempre'."
"Toda amizade verdadeira nos faz nostálgicos."
Carpinejando:
"Ela cheira meu ouvido: para descobrir o cheiro do meu pensamento..."
"A maior parte das brigas acontece porque estamos carentes."
"Para falar precisamos de contexto..."
"O amor surge do constrangimento!" (lindo)
"Se tu gostas de alguém, deve sequestrá-lo!" (vou pensar a respeito)
"Eu tive essa infância abastecida de abandono."
"Eu trago as pessoas pro meu avesso."
"Não tem como se defender da voz."
"Eu gosto de provocar o texto: será que vou conseguir terminar?"
"Num diálogo verdadeiro, os dois mentem."
"A única pessoa capaz de te ensinar o óbvio: quem te ama."
"Literatura e amor não se convence."
"Um relacionamento ruim é baseado no 'felizes para sempre'."
"Toda amizade verdadeira nos faz nostálgicos."
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