Conversa e assunto e festa e gente nova. E você de novo. Eu vou, volto, ando e paro. Passo e repasso tudo. Como se eu pudesse voltar a fita, rebobinar o filme e mudar o curso da história. Como se pensar em você fosse capaz de algo diferente disso: pensamento. Tenho ganas de pensar outros pensamentos, nos quais você não se imiscua! Partir, só, pra um lugar onde você estava, até bem pouco tempo. Um lugar desconhecido desse desejo que se apossou de mim. Lugar onde eu não esperava por sorrisos, abraços, beijos, telefonemas ou mensagens de celular. Eu não quero, mas anseio. Eu finjo que evito, mas sou traída pelo que não escondo de mim. Escondo-me de ti, mas tu resides, já, em mim.
E todas as palavras ficaram rodando e rondando. Já não me recordo de uma que seja, pra dar vida àquela hora e instante. Não estou aqui de verdade. É lá que penso, sinto, lembro e esqueço.
Não me reconheço nesta casa, neste corpo, nesta vida. Em tempo: posso deitar na BR? É que os trilhos, do trem, já foram requisitados... Preciso ser revista e revisitada, já!
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