Textículo
Eu poderia simplesmente ignorar tudo isso e seguir em frente. Eu poderia virar a página, fechar o livro e buscar novas leituras. Mas não é assim que eu sou. Eu não me interesso por uma leitura ao acaso ou em vão. E também não vou ficar aqui falando por analogias. Eu quero falar de mim, sobre mim. As palavras me faltam agora e não sei como conduzi-las. Elas me fogem, dançam na minha mente e na minha frente, não me obedecem. Estão me traindo nesse processo de ser eu, de me mostrar. Ficam me fazendo brincar com elas... e é na ludicidade que muitas vezes eu me mostro. Mas levo muito a sério essa brincadeira de viver e ser. E quando sinto que estou perdendo a leveza, que a graça acabou, a palhaça retiro a maquiagem e o sorriso se esvai. Muitas vezes é o choro escondido, reprimido. O sorriso é meu disfarce. Mas é também minha arma, minha bandeira empunhada na tentativa de driblar o choro, a tristeza e a desistência. Eu não quero desistir. Eu não vou desistir de sorrir, de ser eu, de buscar minha melhor versão, de viver e de tentar. Apostar em mim é também apostar na vida. Nas interações, no aprendizado, no crescimento. Nas trocas, nas pessoas, no cair e levantar. No ouvir e calar. No beijar e abraçar. No sorrir e no chorar. No aprender e ensinar. Eu não vou me ignorar e não quero te ignorar. Eu tentei esse “textículo” (!) por você. E por mim. Eu não quero desistir. De você. E nem de mim. Você me dá a mão?
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