Pé na estrada

Prossigo.
Mais que isso.
Sigo novos caminhos.
Antigos companheiros de estrada voltam à pista, mas nossas velocidades ainda não são idênticas.
Reduzo então.
Às vezes avanço, mas com o cuidado de olhar pelo retrovisor para ver se estão todos no caminho. 
Pra que correr com meu carro novo?
Dou uma carona.
Ou senão, deixo o carro e pego, eu, uma carona.
Aquele fusquinha tem tanta história pra contar!
Se chove, é preciso redobrar a atenção.
Se o dia, como hoje, é típico de outono, arrio a capota.
Vento na cara e sol na cabeça: tiro o chapéu e ajeito os óculos...
Sigo sempre.
Se alguém pedir carona, por que não?
Acredito no ser humano.
Não vejo ainda o fim do caminho.
Na verdade, nem penso nele.
Não mais.
Apenas a linha do horizonte, infinita.
Vou pra praia, isso sim!
O mar aberto me espera.
Nadar.
Quiçá voar!
Viver, enfim...
Sigo sempre.
Vem comigo?

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