Ligações

O telefone toca de manhã, quase todas as manhãs. E a acorda, quase sempre que toca. Seu humor tem leve alteração, mas ela tenta voltar a dormir, quase sempre consegue. Ela tem esperado que um desses telefonemas seja para ela. A esperada ligação. Nunca foi, até agora...

Os sonhos que ela tem são muitos, passíveis de realização ou  não. Aqueles do mundo de Morfeu, então, se tornam mais bizarros a cada dia que passa! Ontem: ficou presa no elevador por 30 anos e quando saiu encontrou a casa da mãe pronta, afinal! Hoje: era seu aniversário e ela não tinha ainda um quarto decente na casa; os supostos convidados chegavam para uma suposta festa, mas nem sabiam que era seu aniversário; ela chorava, por conta de toda a situação... Ufa, acordou!

Quase sempre acorda quando o sonho é muito perturbador. Na quase totalidade das vezes, o sonho permanece como uma lembrança ou uma impressão durante o dia, ou até por dias. Ela se impressiona, com quase todos os sonhos e sempre pensa que tem algum sentido... Ah, as mulheres...!

Agora troveja. Distante dali, chove, quase torrencialmente. Ela olha pela janela e vê o sol brilhando ainda, acompanhado de novo trovão. Vai chover, com certeza. "A chuva 'tá vindo do centro", diria sua mãe - as relações entre ela e a mãe têm oscilado muito ainda, ela tenta ser mais tolerante e paciente... Ah, as mães...!

O telefone não tocou, ainda. Será que um dia ele ainda toca?

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