Vazios

Espaços vazios, agora cheios d'água.
Água que cai, que corre e escorre...
Intermitente e às vezes inclemente.
Os vazios, então, ficam cheios e transbordam.
Inundam, até.
Desmentem aquela pretensa tolerância.
Lavam, mas também desabam e arrastam.
Provocam estragos e óbitos.
Estragos remediáveis e óbitos irreversíveis.
Vazios não deviam existir, pelo menos não assim.

E água continua a invadir...
Quando ela se for, o que restará?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Entreouvidos

Medalha de Prata

Sem medo de avião