O chamado da lua

Saiu sem destino.
Ao menos para os outros.
Para si, sabia que o destino era somente um: aquele ditado por seu coração.
A lua muito contribuía naquela noite: acendia de novo sua alma, deixando a noite quente e clara, perfeita para uma caminhada!
Pensou em todas essas coisas e seguiu.
O sabor, gelado e doce, inspirou-lhe a correr um pouco mais: tomou o ônibus que parava no ponto.
Sentia-se assim como uma aventureira, livre e finalmente desperta.
A música dava o tom de seus sentimentos, mirando mais uma vez a lua.
Linda, amarela, agora distante em função do caminho escolhido.
Sem melancolia, apenas em sua própria companhia.
De repente, um mundo de possibilidades; o desejo inicial prevalecia.
Uma imagem destoa e assusta a aventureira: fogo na serra!
Sim, o vermelho tingia o negro ao longe e era triste de se ver...
Da mesma forma que surgiu, desapareceu, mas deixou sua fúnebre lembrança.
O trânsito trouxe-a de volta à realidade, agora ao som de guitarras e batidas nervosas...
A cidade mostrava sinais de vida, ainda que modestos, num pré-feriado.
Onde estavam as pessoas?
E estas outras à sua volta, o que as movia e motivava?
Especulou e divagou mais um pouco, antes de concentrar-se novamente em si mesma.
"I scream", pensou e calou-se...

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