“Oi, boa tarde, tudo bem? Muitos peixes hoje?” – arrisquei. O grupo era formado por três homens, uma mulher e um menino, esse último o mais animado de todos com a pescaria. A mulher mostrou-se receptiva ao meu contato, seus acompanhantes nem tanto. Leila, com quem consegui começar um papo, estava ali com o companheiro, o irmão e o filho. O outro homem era Wanderley, experiente pescador daquele local e de outros: uma boa fonte de histórias! Foi ele quem realmente se mostrou aberto e disposto a me ajudar – como um bom representante da classe, cheio de “causos” pra contar! Mas tentei saber de Leila e dos demais se vinham sempre pescar ali, se sabiam algo ou tinham algum palpite sobre a sereia. O companheiro e o irmão de Leila seguiram me ignorando, nada satisfeitos com minha presença. Assim, dei por encerrada minha investida com eles e me concentrei em Wanderley. Leila, por sua vez, não se reprimiu com a má vontade dos outros e quis dar sua opinião. Segundo ela, a sereia existia sim: havi...
Em todas as estações. O ano todo. A vida inteira. Vamos tentando... ;P
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