Corante constante-relevante
Um casa amarela me observa. Olhos atentos e janelas abertas. Quatro janelas. Parece-me significativo. Estou de amarelo e tenho especial predileção pelo número quatro. Vivo enxergando sinais, decifrando símbolos. Não que isso seja importante ou real - para outras pessoas. O que te importa? Quem se importa? Qual a medida da importância? Para cada qual, uma resposta diferente. Cabe responder com a sua verdade. Com aquilo que faz sentido e eco em si. Vivo respondendo às minhas perguntas e me perguntando. Para mim é importante. Importa-me enxergar os olhos atentos da casa amarela, com quatro janelas abertas. Serena, silenciosa. Ao cair da tarde, em meio ao movimento da rua. Ela permanecerá sempre ali: claro, é uma casa! Mas quem a habita ou ocupa? É residencial ou comercial? Quando é movimentada e qual seu movimento? Meu cérebro movimenta-se em possibilidades. Todas criações das minhas verdades, da minha realidade. Perguntas que me faço, que têm respostas reais. Mas prefiro criar minhas próprias respostas. Porque preciso me alimentar de sonhos. Coloridos. Numéricos. Porque estou de amarelo, de frente pra casa amarela.
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