A sereia da Pampulha - Cap. 5
A ideia de visitar o restaurante, que substituíra a casa do famoso presidente, acabou sendo outra “bola fora”. Os funcionários daquele horário pouco ou nada sabiam sobre a sereia, atribuíam à ignorância e fantasia do povo. “Esses pescadores é que ficam inventando história” - desdenharam. Percebi que não estava fisgando nada porque também nada entendia de pescaria... mal, mal, de contar história! Resolvi que conversar com os pescadores seria minha última tentativa, porque minha pseudoinvestigação estava naufragando - péssimo trocadilho! E foi só tomar essa decisão pra sentir um bocejo se aproximando, assim como um sono incontrolável, dominador, que me fizeram abrir a boca sem dó! Assim, sem porquê nem pra que... e não era a primeira vez que sentia isso, sempre em momentos e datas esquisitíssimas! Lembrei que soube da “lenda” da sereia, por uma notícia de jornal popular, exatamente no dia seguinte ao meu primeiro e inexplicável “apagão”. Naquele dia eu tinha ido ao Iate Clube, que fica na orla da lagoa, porque ganhara um convite. Minha última lembrança era de ter saído da piscina e me deitado numa espreguiçadeira, pra secar o corpo, tomar sol. Quando acordei, meu corpo continuava todo molhado e o clube já estava até fechando! Aquilo me assustou, mas nunca consegui saber o que tinha acontecido de fato... Procurei ser mais forte que o sono, somado ao misto de calafrio e apreensão que estavam se apossando de mim. Aprumei o corpo e fui ao encontro dos pescadores que avistei, bem próximo dali. Mas uma ideia já começara a se desenvolver na minha fértil mente: e se...? Afastei aquele pensamento e pensei que talvez fosse bom tomar um energético, só isso! Era muito delírio pra pouca história! Já perto do pequeno grupo que pescava por ali, vi quando fisgaram um peixe, com euforia. Aquilo foi um novo alento, que até despertou um pouco! Senti que era minha deixa. Aproximei-me e fiz minha abordagem: (continua...)

Comentários
Postar um comentário