De tudo um pouco - muito de nada
Tantas e quantas vezes as mesmas letras e palavras. A mesma ideia repetitiva. A mesma vida e as mesmas situações. “Um passo para a frente, dois para trás”. Quando a novidade vai me arrebatar?
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Ele não conseguia compreender, quiçá entender o homem na sala ao lado. Poucas vezes vislumbrou um esboço de sorriso em seu rosto. Raras vezes ouviu sua risada: só ocorria na presença de algumas pessoas. Educação não lhe faltava, ao contrário: sempre que o homem pedia algo a ele, era arrematado de um ‘por favor’. Mas a distância entre eles era intransponível. Ele esforçava-se para acertar o tom com o homem na sala ao lado, mas era-lhe penoso não ser natural como de costume. Por que tanta força em se manter distante e inacessível? Ele mesmo sofrera, no passado, tentando ‘manter a postura profissional’, sufocando seu eu. Sentia falta de calor, mesmo com a proximidade do verão. O local permanecia em rigoroso inverno, salvo alguns raios de sol – obviamente de outros sóis...
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